sexta-feira, 17 de julho de 2009

Deputados do Grupo Parlamentar de PAICV visitam interior de Santiago

Escola secundária Luciano Garcia







No âmbito da preparação do Estado da Nação, os Deputados do Grupo Parlamentar do PAICV iniciaram ontem, 15 de Julho, até ao dia 17, um périplo pelo de Santiago que os levará aos Concelhos de São Lourenço dos Órgãos, Santa Cruz, São Salvador do Mundo, Santa Catarina, São Miguel e Tarrafal.





Centro de Saúde de Santa cruz


Em São Lourenço dos Órgãos os Deputados visitaram a Escola Secundária “Luciano Garcia”, onde puderam constatar que houve um significativo aumento de rendimento dos alunos. Tal aumento de rendimento deve-se a um conjunto de factores, designadamente à melhoria das condições práticas de leccionação, de acesso (Estrutura moderna e com condições excelentes), de acessibilidade (foi montada uma rede de transporte que cobre mais de 60% dos alunos) e uma forte componente da acção social escolar (programas do ICASE a nível do componente pagamento de propinas e apadrinhamento via ICASE, particulares, Bornefonden, etc).Os Deputados ficaram satisfeitos com os avanços verificados no programa de Governo no tocante à Electrificação Rural com obras de montagem da rede a decorrer, em simultâneo, em três comunidades. Trata-se das comunidades de Levada, Achada Costa, João Gotó e Pico de Antónia Acima. É de registar também uma forte componente relativamente à mobilização de água, tendo já havido, entre Governo Central e o Poder Local um investimento de cerca de 35.000 contos.Em Santa Cruz os Deputados visitaram um conjunto de obras (realizações) em curso com destaque para o Palácio da Justiça, a remodelação do Centro de Saúde, a Residência dos formadores e formandos do Centro de Formação de Pedra Badejo, as obras dos Paços do Concelho (em fase final), bem como, o majestoso Centro Comercial Municipal.A nível da Agricultura, os eleitos da Nação tiveram um encontro com o Delegado do Ministério da Agricultura, o que lhes permitiu inteirar-se dos investimentos do Governo no sector. Salienta-se ainda uma forte aposta no capítulo da mobilização de água, com de cinco novos furos entre Santa Cruz e São Lourenço, reservatórios de 100 a 250 m3 (vários) e programas de apoio a agricultores relativamente à introdução de sistemas modernos de irrigação. Neste momento, há mais 35 hectares de áreas cultivadas nas redondezas de barragem de Poilão.








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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pico de Antónia-o paraíso ainda inexplorado - I




A beleza natural e as potencialidades dessa zona alta. Venham investir em São Lourenço!

Três anos após o meu desaparecimento das páginas de jornais, volto novamente para dizer aos meus leitores que nunca foi a minha intenção, abandonar a escrita. Todo esse silêncio deve-se à longa espera de ver os meus artigos publicados a partir do momento em que dei à estampa, em Setembro de 2006 (por ocasião da abertura do ano lectivo), um artigo intitulado ” a geografia do ensino no mundo. O mito e a globalização”, após o qual nem eu e nem os meus leitores viram a minha publicação, apesar de eu ter acumulado artigos em diferentes jornais nacionais.

Devo dizer que, durante todo esse tempo, a minha mente, vinha registando e imprimindo coisas importantes, sendo por vezes transmitidos e partilhados com alunos do ex. ISE e actual UNICV, enquanto politólogo e professor visitante.


Desta vez, aproveito esta nova inspiração e oportunidade para iniciar com artigos relacionados com um dos pontos mais emblemáticos do interior de Santiago e de São Lourenço, na sua particularidade – Pico de Antónia. E nem faço isso apenas por ter nascido e crescido ali, mas por razões ainda mais fortes, tendo a ver com a necessidade de descoberta ou exploração daquele que constitui um paraíso natural. Parece mesmo um caso sui generis, a natureza desse local, fazendo diferença quando comparado com outras partes arquipelágicas, com características semelhantes.
Imagem, ilustrando a bela paiságem de Pico de Antónia



Entende-se que Pico de Antónia foi descoberto em parte desde a era colonial e, de acordo com a evolução social, durante a primeira república até o presente, o estado cabo-verdiano vem colocando mãos à obra dentro das possibilidades existentes. Hoje 60% das casas têm energia eléctrica, faltando apenas 40% para a conclusão da electrificação dum dos cantos geoestratégicos e de grande relevância no contexto do desenvolvimento de todo o arquipélago, de um modo geral, sobretudo se conseguirmos determinar a mais adequada filosofia de exploração e gestão.
É claro que também em relação a uma melhor exploração deste tão importante espaço, não se deve esperar apenas para a intervenção do estado. É mister a iniciativa do sector privado, i.e., razão que me leva a emitir esta opinião. CV entrou a mais de um ano na lista de países de desenvolvimento médio, o que significa que nos rodeiam desafios enormes para enfrentarmos. Até porque a competitividade requer investimento, inovação e controlo de gestão. Pois quando se ambiciona o êxito ou a competitividade da economia, inclusive empresarial, deve-se pensar, a priori, no plano de investimento e na inovação do negócio. Nós, também o “povo das montanhas”, ambicionamos obras de embelezamento do nosso habitat. Irmãos, Governar Cabo verde equivale metaforicamente, gerir uma grande empresa. O sucesso depende da boa gestão (da boa governação), assim como defendeu ainda no séc. XVIII, o autor do “Capital” Karl Marx, o grande economista alemão. Eis a razão para o qual devemos sonhar e ambicionar, trabalhando cada vez mais e ter uma visão cada vez mais clara em termos do futuro.


Queira dizer que já é altura de passarmos do mar para a montanha (isto não significa abandonar a cultura dos investimentos turísticos típico das praias do mar, mas sim, apelar maior atenção dos investidores, também, em direcção às zonas altas) pelas potencialidades ali existentes. E nessa óptica, não se deve alienar a cultura e necessidade de intervenção do estado. Porque na minha opinião e em defesa de desenvolvimento do país, a CI- Cabo verde investimento, tutelado pelo ministério da economia, deve também adoptar um outro estilo de gestão, através da criação daquilo que eu, na linguagem simples, chamaria de ZER/M (Zona de Embelezamento Rural/das Montanha isto é, se quiserem, a invenção de novos ZDTI’s (Zonas de desenvolvimento do turismo integrado) com características diferentes. E, não falo apenas da necessidade de transformação dessa zona do interior de Santiago. Faço alusão a qualquer das ilhas ou espaços geográficos com potencialidades semelhantes.


Relativamente a Pico de Antónia, bem como outros paraísos naturais do município de São Lourenço dos órgãos, pode-se pensar, a priori, no facto da existência da propriedade, na sua maioria, privada, podendo invocar, naturalmente, a questão da negociação dos terrenos. Isto, a meu ver, não constitui uma barreira, na medida em que, em defesa e construção da boa imagem local e também, do desenvolvimento do Concelho, pode - se ceder facilmente ao negócio dos terrenos que, por um lado, não põe em causa a tradição e cultura da população local e por outro, trará grande benefício à comunidade, pelo desenvolvimento de oportunidade de negócios e consequentemente, melhorias das suas condições económicas, sem falar ainda duma maior promoção e desenvolvimento local.


Falo em nome dum simples munícipe. Por isso, neste momento, não me coloco na posição de um economista e nem de um político, apesar de ter passado pela formação em todas essas vertentes científicas. A minha pretensão tem a ver exclusivamente com a necessidade de investimento e inovação ou seja, como disse em parte nesse artigo, é preciso olhar muito rapidamente em direcção à montanha e projectar uma nova engenharia de investimento mais voltada para o espírito de desenvolvimento rural.


A minha visão em relação às potencialidades do município aumentou, sobretudo através da troca de conhecimentos com Dr. José Mário Sousa numa altura em que acompanhamos, conjuntamente, alguns consultores ao terreno, visando o levantamento de diagnósticos para a elaboração do plano estratégico municipal. Aprendemos, portanto muito com esses cérebros, em termos de lição inerente a importância estratégica dos principais pontos do mais novel município.
Passaporte: Pico da Antónia, com 1.394 m de altitude, é o ponto mais elevado da ilha de Santiago, no arquipélago de Cabo Verde[1]. Fica situada em paralelo com a Longueira, apresentando também um microclima, o que atrai os visitantes deixando-os apaixonados e com vontade de voltar. A montanha serve de fronteira entre os concelhos de São Salvador do Mundo, São Lourenço dos Órgãos e Ribeira Grande de Santiago. Em termos demográficos, tem uma população residente de pouco mais de 700 habitantes, segundo senso de 2000. É uma zona potencialmente agrícola. A percentagem expressiva da sua população vive da agricultura e da pecuária. Mas também há pessoas inseridas noutros sectores de actividade, nomeadamente no terciário, caso do comércio.


Quando se fala de inexploração quer se dirigir aos empresários, ou seja, tanto os investidores internos, como externos, no sentido de planearem o investimento para o pulmão de São Lourenço dos Órgãos. Porque Pico de Antónia é um espaço verdejante de belas paisagens, com potencialidades para o desenvolvimento, primeiro, do turismo de montanha, pela própria natureza da região. Trata-se do pico (monte) mais alto desta ilha; segundo, do turismo ecológico, pela existência de plantas frutíferas, como por ex. a existência de mangueira em abundância, árvores raras inclusive as centenárias, como no caso da lemba-lemba (planta com raiz aéreo), manipo, nispre, etc); terceiro, do turismo solidário por causa da hospitalidade das suas gentes. Além disso, é um lugar onde se pode observar e sentir o sabor da água de nascente apelidada pelos seus residentes de “caramulo de padjon di riba e de João Sanches, os pontos mais alto deste lugar.


Quando, ao longo do levantamento ou observação daqueles que Dr. Tomé Varela chamou de monumentos naturais do concelho, se evocou a necessidade de construção de miradouros, isto é, infra-estruturas turísticas típicas das zonas altas, nesse caso particular, em referencia à razta (montaínha-cima), surgiu-me a ideia do investimento na zona de Padjon di riba, em pequenas construções de residenciais turísticas, cobertas inclusive de palha, num planalto de onde se pode observar, além de todo o concelho, mais o de Santa cruz, ainda parece visível Município de Santa Catarina, S. Salvador do mundo, parte do Tarrafal, Plateau, bem como ilha do Maio, fogo e Brava. Dali é vista o mais importante de tudo, toda a beleza natural de Pico de Antónia, Longueira, São Jorge. Por isso contamos com a vinda dos empresários com objectivo de negócio, apesar de alguns terem já visitado esse local em particular, manifestando toda a intenção de investir. E tem que ser agora!


Olhemos no ditado que diz “Não se deixa para amanhã o que se pode fazer hoje. Venham agora e desenhem o vosso negócio! O êxito do vosso investimento pode residir em Pico de Antónia.

Opinião
Silvino Batalha

E-mail: ysilva2002@yahoo.fr; Silvino.batalha@hotmmail.com
[1] Ver Dicionário on line –Weekpedia

domingo, 5 de julho de 2009

Energia Renovável/Ligação de água ao Domicilio: Juntar o Útil ao Agradável


São Lourenço dos Órgãos dá um grade sinal em utilização das energias renováveis. Um projecto que visa bombear água do furo de Pico de António e de Órgãos Pequeno. O campo foto voltaico permite alimentar reservatórios para o efeito do alargamento da Rede de água aos domicílios. É a mesma coisa que dizer Juntar útil ao Agradável. Força SLO!

São Lourenço dos Órgãos sabe o que tem




Espectacular a apresentação do plano diagnóstico de São Lourenço dos Órgãos. A apresentação foi feita no passado dia 2 de Julho de 09 e de uma forma espectacular, em vitrinas tridimensionais.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

António Fernandes é eleito 1º Secretário de São Lourenço dos Órgãos




Sob o lema “Consolidar para Novas Vitórias”, o Sector do PAICV no Concelho de São Lourenço dos Órgãos reuniu-se ontem, 14 de Junho, na sua 2ª Conferência Ordinária. A cerimónia foi presidida pelo Dr. José Maria Veiga, candidato à presidência da Comissão Política Regional de Santiago Norte.




A Conferência teve os objectivos de eleger os novos órgaõs (1.º Secretário e Conselho de Sector), tendo nela sido eleito 1.º Secretário, o Deputado da Nação António Fernandes foi com 140 votos, num universo de 145 votantes.




Durante a apresentação da sua Moção de Estratégia, António Fernandes afirmou que a Conferência permitiu uma renovação na linha da continuidade, pois houve uma alteração do número de membros do Concelho de Sector de 11 para 25.




Para Fernandes é também fundamental consolidar os excelentes resultados alcançados pelo PAICV nas últimas autárquicas em São Lourenço, “através da promoção de uma maior envolvência dos militantes, jovens, mulheres, com verdadeiro espírito de assumpção de responsabilidades politicas acrescentadas”.




Fernandes adianta ainda que ele e a sua equipa recém-eleitos vão estar sempre atentos aos problemas que afectam o Concelho e que irão contribuir no sentido de resolve-las, visando o bem-estar de todos os São-Laurentinos.




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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Intervenção do Deputado António Fernandes na Abertura do Debate Parlamentar sobre Emprego e Formação Profissional


Senhor Presidente da Assembleia Nacional
Senhor Primeiro Ministro
Senhoras e Senhores Deputados
Senhoras e Senhores Membros do Governo


1. A necessidade de recuperar os equilíbrios macroeconómicos perdidos na sequência de políticas mais voluntaristas dos últimos anos da década de 90 levou à adopção de medidas restritivas com impacto sobre o ritmo de crescimento económico e, consequentemente, na oferta de emprego.

2. O Governo, suportado por esta maioria, muito cedo apercebeu da necessidade de uma mudança de atitude em relação a montagem de políticas públicas que conduzisse o pais a um crescimento económico sustentado, de forma a desembocar na geração de emprego, que garanta a qualidade de vida das famílias.

3. Neste momento, em que mundo se vê abraços com uma grave crise económica, causadora da mais profunda retracções nas maiores economias cujas consequências se manifestam em: redução de consumo, corte na linha de financiamento das multinacionais, encerramento de milhares de empresas e não só, resultando em milhões de desempregados inscritos nos centros de empregos, consideramos pertinente o debate introduzido pelo Governo sobre Emprego e Formação Profissional. Os sujeitos parlamentares têm uma oportunidade impar para demonstrar aos cabo-verdianos todo o esforço público dispensado na montagem de um verdadeiro Sistema de Formação Profissional, que hoje é uma realidade e a sua transição para o Sistema integrado de Educação/Formação/Emprego, assente num eixo fundamental do plano Estratégico de Formação Profissional, em implementação, e reforçado no Plano Nacional de Emprego 2009-2015.

4. Medidas Activas de Combate ao Desemprego foram accionadas: - Assistimos uma clara intervenção do Governo em promover as condições efectivas que permitem a implementação da oferta formativa de forma: regrada, regular, com qualidade, de carácter nacional, e cada vez mais orientada para o mercado de trabalho, isto é, em sintonia com as reais necessidades de mão-de-obra.

Vejamos aspectos legais e institucionais: Aprovação, publicação e regulamentação do Regime Jurídico da FP; Aprovação dos diplomas de: Certificação da Formação, Estatuto do Formando, do Formador e do Centro de Emprego; Acreditação de Centros e Instituições de Formação; Mecanismo de Financiamento de Formação Profissional; Criação e Implementação da Comissão Nacional de Equivalências para FP.

5. Quando se fala de perfis profissionais, catalogo das profissões, catálogo nacional das qualificações, estandardizações de programas e currículos de FP; uniformização dos procedimentos e metodologias. Fala-se na perspectiva da convergência Técnica e Normativa. Quando se fala de Programas: Estímulo à Criação de Auto-emprego, Inserção de jovens na Vida Activa, Estímulo à Criação de Emprego por Conta de Outrem, Estímulo a Estágios Profissionais, estimo a programas desempregados de longa duração fala-se da inserção e reinserção dos desempregados.

6. A REDE De Estruturas Físicas é uma realidade: – Criação e reactivação de espaços para ministrar FP – Centros de Emprego e Formação (de Assomada, do Sal, da Praia e do Mindelo); Centros de Formação (de Pedra Badejo, da Variante, da Praia, da Região Fogo e Brava, de S. Jorginho e dos Mosteiros); Escolas de Hotelaria e Turismo da Praia; Escola Oficina de Santo Antão e de S. Vicente; Residência de Formandos e Formadores em Pedra Badejo para melhorar o acesso e a acessibilidade dos formandos; as quatro Escolas Técnicas do país com uma evolução dos efectivos da via técnica a par da introdução do ACP; Novas Escolas Secundárias compatíveis a Unidades de FP em concelhos sem estruturas ligadas a IEFP (Escola Secundária da Ribeira Brava, de SLO, de Tchão Bom-Tarrafal e do Sal), globalizando o nível de cobertura da FP; o papel da DGAEA e respectivos centros concelhios na montagem do programa de aprendizagem e de FP Básica; FP enquadrada na luta contra pobreza; as parcerias com Centros Privados e Sector da Agricultura (INIDA - 2 cursos na engenharia ambiental e do desenvolvimento rural, FP a pessoas afectas a bacia hidrográfica da ribeira dos Picos/Engenho); Uni-CV associada à Formação Pós-Secundária de curta Duração. São elementos integradora da rede de estrutura física. Muito mais avançados poderíamos estar se noutros tempos não fossem encerados centros importantes como o da Variante, o centro de S. Filipe Praia, ex-IFAP e centro de S. Jorginho.

7. Dados mais recentes dão indicações a respeito da Estrutura da População em geral, mas também da população empregada bem como a população desempregada. Uma realidade traduzida de forma clara é que a população cabo-verdiana é estruturalmente jovem, a média é de 37 anos. Sendo verdade que de 2005 a 2008 houve uma redução significativa da tx. de desemprego, de 24% para 17,8%, e que de 2006 a 2008 gerou-se cerca de 22 mil novos empregos (empregos bruto) não é menos verdade que o desemprego é ainda um fenómeno estrutural e de cara jovem. Também podemos afirmar que a própria população empregada tem cara jovem, isto é, 51% dos empregados tem menos de 35 anos, sendo 25% na faixa etária 15-24 anos e 26% na faixa etária 25-34 anos.

8. Sabiamente o Governo tem agido em várias dimensões em simultâneo com uma aposta clara na qualificação e na geração de emprego, aposta igualmente na redução da pobreza e na melhoria da qualidade de vida famílias.

9. O Governo sabe igualmente que o emprego é a principal fonte de rendimento. (64% de rendimento das famílias cabo-verdianas), é um forte determinante da qualidade de vida e bem-estar, que tem registado uma evolução gradual e significativa, de acordo com os vários instrumentos de aferição, nomeadamente: Censo 2000, IDRF 2001/02, ISE-2005, 2006 e 2008, bem como os QUIBBs 2006 e 2007. O registo da evolução da qualidade de vida por um lado, prova a consistência das medidas em relação aos determinantes da pobreza e da qualidade de vida, por outro lado, prova que esta maioria tem promovido uma cultura de sistematização e disponibilização de informações independente dos seus resultados. Longe vai o tempo em que os resultados dos inquéritos eram engavetados por traduzirem realidades inquietantes e longe vai o tempo em que se abria emprego público para de seguida lançar um inquérito a emprego.

10. As intervenções a nível das bacias hidrográficas, a construção da barragem de poilão, o reforço de produção de água dessalinizada na cidade da praia (duas unidades), a introdução de unidade dissalinizadora no interior da ilha de Santiago e S. Nicolau cujo fim último é maior disponibilização de água para as famílias e maior libertação da mesma para a agricultura, a introdução de unidades de conservação e transformação de produtos agrícolas … as intervenções do MCA em Santo Antão e na ilha do Fogo demonstram a robustez de uma política consistente desta maioria via empresarização do sector agrícola e consequente integração da comunidade rural.

11. A juventude cabo-verdiana está no centro da atenção de toda política traçada por esta maioria. O grande enfoque neste segmento da população está associado aos avanços conseguidos na educação e na formação profissional.

12. Certamente estamos de acordo em como a promoção do Ensino Superior é uma realidade: cerca 8005 estudantes frequentam Ensino Superior no país, sendo 3225 no público e 4780 no privado, um grande ganho para os jovens e para as famílias. Outros tantos frequentam formação no estrangeiro no âmbito de parceria …. O que demonstram a importância atribuída a questão da formação e da qualificação dos recurso humanos.

13. Assistimos a acções concretas levadas a cabo pelo Governo com vista a realização das aspirações dos jovens através de apoio a iniciativas empresariais (empreendedorismo), e de fomento ao associativismo, e da melhoria do acesso à tecnologia de informação e comunicação. Trata-se de uma nova largada de políticas públicas cuja visão clara do Governo assenta na promoção de ADEI, o Banco Social, O Mundo Novo, para impulsionar a actividade económica via apoio as PME absorvendo a mão d’obra cada vez mais qualificada.

14. Uma Universidade estrangeira, proclamou recentemente o Primeiro Ministro da República Cabo Verde, José Maria Neves, Doutor Honoris Causa, reconhecendo o trabalho a frente do destino do país e o esforço realizado em prol de uma educação Superior de qualidade. Aproveitamos oportunidade para apresentar os nossos parabéns e desejar-lhe cada vez mais sucesso e motivação.

Muito Obrigado